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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Monsieur Pain - Roberto Bolaño






Este é o primeiro livro lido em 2012. Decidi lê-lo por causa de uma crítica publicada no Estadão. "Com Bolaño tudo flui. Sua prosa corre como riacho. Rápida, leve, fresca. Esperta." Realmente, a leitura flui, lê-se rápido o livro, mas o resultado final é decepcionante, ao menos para mim, que esperava mais de um autor tão incensado. 


Comentei no blog do Estadão: "Comprei o livro após ler sua resenha no Estadão. Não gostei: ao contrário do que você menciona, é um livro menor do Bolaño. O personagem patina, roda por toda a Paris, mas não chega a conclusão ou lugar nenhum. O escritor deslumbrou-se com suas pesquisas e jogou tudo no livro. O texto pode ecoar Poe, Cortázar, Borges, mas deixa a desejar quanto à trama "detetivesca" e à narrativa cheia de pontas soltas."


O autor menciona e/ou disserta sobre muitos fatos e personagens históricos, muitas ideias antigas, mas tudo isso não parece ter interesse para a trama, a narrativa. Algo na linha "o que vale é o caminho e não o ponto de chegada". Como o que tivesse mais valor fossem os assuntos abordados do que a própria estória em si, o que compromete a trama "dedetivesca". A gente perde tempo com personagens (os irmãos gêmeos, os donos dos cafés, os espanhóis, os médicos, as estudantes, os fantasiados, etc.) que nada acrescentam à narrativa, e somem como surgiram, de repente. O mesmo ocorre com as cenas, labirintos de Borges, tema de conto de Poe, etc. Pura literalice!


O livro ganhou dois prêmios literários em cidades da Espanha, o que suscita outra questões: os critérios para um livro ser premiado são os valorizados pelo leitor médio? Nem sempre, comprova este livro.


Conclusão: não recomendável para um leitor comum.


José FRID











terça-feira, 31 de julho de 2007

BELEZA



Vi beleza em todas as partes, inclusive em lugares onde evidentemente ela não se encontrava, mas também ali, na sua ausência, havia algo, um oco, um vazio infinitamente triste que testemunhava uma presença perdida e que, com seu testemunho, digamos, com sua psicofonia, voltava a tornar visível o fantasma da beleza.



Roberto Bolaño