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terça-feira, 17 de março de 2009

A reação da indústria automobilista brasileira à crise: muita propaganda!!

A televisão está lotada de anúncios de automóveis, seja de "feirões de fábrica", seja de lançamentos de novos carros. Até o Schumacher aparece dirigindo. Como a tevê é instantânea, no mar de propagandas das Casas Bahia nem sempre a gente tem noção de quantas marcas de automóveis estão anunciando, se é muito ou pouco. Percebi os anúncios do Tucson, Linea e C4.
A Veja dessa semana despertou minha atenção, pois estava mais "gordinha", sinal de muita propaganda, tendo em vista que a parte editorial normalmente é do mesmo tamanho. Aumento da publicidade pelo fim da crise econômica? Ou por causa do aprofundamento da crise? A resposta com os especialistas.
Entre os muitos anúncios encontrei propagandas dos seguintes veículos: Veracruz (Hyundai) - 2 páginas, C4 (Citroen) - 2 páginas, Magentis (KIA) - 2 páginas, caminhões extrapesados (Wolkswagen) - 2 páginas, Tucson (Hyndai) - 3 páginas, Sandero (Renault) - 3 páginas, Pajero Full (Mitsubishi) - 3 páginas , anúncio institucional da Wolkswagen - 2 páginas,  e Vectra (Chevrolet) - 2 páginas, num total de 21 páginas!

O custo de uma página na Veja é caríssimo, pois ela é a revista de maior tiragem do Brasil - cerca de um milhão e duzentos mil exemplares semanais - e uma das maiores do mundo. Logo, aquelas 21 páginas representam um investimento altíssimo!!

O governo ajudou com a redução do IPI, mas me parece que a indústria também está se ajudando, mais ou menos na linha daquele ditado popular "Deus ajuda a quem se ajuda".
Com a queda da arrecadação de impostos por causa da crise, pode ser que o governo não consiga manter a redução de IPI, tornando mais importante o investimento em publicidade. 
Vamos torcer para dar certo, pois o setor automobilístico tem condições de "puxar" quase toda a indústria, ajudando o país a sair da crise econômica, "marolinha" para um especialista famoso.
 Atualização em 2014, julho:

Voltou a crise na indústria automobilista e tome comerciais na tevê, jornais e revistas!

Feirões de fábrica, Taxa Zero, Preço de nota fiscal de fábrica, etc.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Marolinha - Lulla errou ou a gente é que não sabe espanhol??

Marolinha

E a marolinha de Lula era mesmo um tsunami, afinal. É fácil fazer piada com um erro de avaliação tão caudaloso, mas a própria eloqüência das imagens favorecidas pelo presidente da República torna isso inevitável. Opor o duplo diminutivo de uma pequena marola, isto é, ondinha ou ondulação natural do mar, a tsunami, nome japonês da vaga gigantesca provocada por tremores de terra ou erupções vulcânicas, é um exercício retórico tão expressivo quanto arriscado. E Lula perdeu.

A origem de marola, regionalismo brasileiro que o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa nem registra, não parece sólida. A maioria dos nossos dicionários aposta numa formação nativa do termo, que seria a junção de mar com o sufixo diminutivo "ola" - o mesmo usado em camisola e bandeirola. Mas não parece razoável descartar a possibilidade de o vocábulo ter vindo do espanhol marola, com uma alteração semântica no meio do caminho. Na língua de Cervantes, seu sentido é o oposto: onda grande.

Tsunami é outra história. Sabe-se que a palavra veio do japonês tsu (porto) + nami (onda) e que começou a ser usada por aqui já em fins do século 19. Sua popularidade, porém, só explodiu com o cataclismo que arrasou a Indonésia em dezembro de 2004: a imprensa brasileira em peso manifestou sua preferência pela cor exótica de tsunami sobre a velha palavra vernacular maremoto, que existe em nosso idioma desde o século 16.

Houve alguma discussão na época sobre a conveniência dessa substituição. É verdade que tsunami nomeia uma onda gigante em si, individualizada, enquanto maremoto se refere de forma mais ampla ao fenômeno de extraordinária ondulação do mar provocado por abalos sísmicos. No entanto, também se pode argumentar que a adoção maciça da palavra japonesa trai a memória coletiva lusoparlante, traumatizada pelo maremoto que desvastou Lisboa em 1755.

Publicado na "Revista da Semana".

Sérgio Rodrigues em Todoprosa

Conclusão:

O Lulla não errou, nós é que não sabemos espanhol!!

Ou não?

José FRID

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Explicando a fase atual da crise econômica por analogias


No inicio da crise a analogia era a historia do bar, etc. etc. Atualmente a crise financeira está em uma nova etapa: há uma grande crise de confiança, afinal, os governos do mundo todo despejaram rios de dinheiro no mercado, mas mesmo assim a coisa não vai para frente.

A melhor analogia para esta nova etapa da crise financeira é uma casa de swing: - Em uma casa de swing lotada, todo mundo está comendo e/ou dando para todo mundo. A maior festa: música rolando alto, whisky, cervejas, vodkas e viagras a vontade.. Até que determinada pessoa no meio da sacanagem grita bem alto: "EU TENHO AIDS!!!".

Pronto: ninguém sabe se comeu e/ou deu para esta pessoa e mesmo de camisinha quem estava comendo e/ou dando irá parar de comer e/ou dar porque não sabe se a pessoa que está comendo e/ou dando comeu e/ou deu para a pessoa que gritou que tem AIDS.

Todos avaliam o risco e, é certo, apesar que querer muito não vão comer e/ou dar para ninguém por um bom tempo (ao menos até saberem se têm ou não AIDS). Quem acabou de chegar na casa de swing e ia começar a comer e/ou dar feito coelho, também até descobrir que está com AIDS não vai entrar na dança não!

É esta crise de confiança que abalou a casa de swing que atualmente abala o mercado financeiro: - Quem estava investindo não investe mais; e quem pensava em começar a investir não investirá mais. A analogia entre a casa de swing e o mercado financeiro é mesmo a mais adequada, afinal, no frigir dos ovos, é tudo a mesma coisa: uma grande sacanagem!


2016, finalzinho: Continua atual!

domingo, 28 de dezembro de 2008

A crise começou em janeiro?

A CRISE ECONÔMICA ESTAVA AÍ EM JANEIRO

Em janeiro, quando o Federal Reserve Board jogou US$ 150 bilhões na economia americana, houve um certo alívio no mundo do papelório. Logo que o pacote foi anunciado, o professor Antonio Delfim Netto informou: "O Fed mentiu o tempo todo de que controlava tudo. O Fed fingiu que estava tudo bem. As agências de risco fajutas também fingiam que estava tudo bem. Os bancos honestíssimos punham todas as porcarias fora dos seus próprios balanços. Viraram alquimistas, transformando cocô em ouro e vendendo-o para otários".
Essa opinião, dada no dia 23 de janeiro, continua atual. A crise vinha sendo anunciada há anos pelo professor Nouriel Roubini, da New York University, e em janeiro, depois do pacote do Fed, ele dizia que "a discussão já não é mais a recessão, mas a sua extensão e profundidade". Ao longo de todo o ano, cada passo dado pelo Fed era visto com ceticismo por Roubini. Ele classificou o grande pacote do secretário Henry Paulson como um "não-evento".
Convencionou-se que a crise estourou em setembro, quando quebrou o banco de investimentos Lehman Brothers. Engano. O que aconteceu em setembro foi o estoque de empulhação. A crise, em sua verdadeira extensão, já estava aí. Uma pessoa podia duvidar de Delfim ou de Roubini, mas que tal a opinião de Alan Greenspan, o ex-presidente do Fed? Em março ele disse: "A atual crise financeira nos Estados Unidos provavelmente será vista em retrospecto como a mais dolorosa depois da Segunda Guerra Mundial". É verdade que ele se protegeu com o "provavelmente", mas quem em março jogou fora a polpa, comeu casca em setembro.

ELIO GASPARI - Folha de São Paulo - 28/12/08

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Como as soluções para crise não são fáceis: Tomada de fábrica por operários vira luta nacional nos EUA

A tomada de uma fábrica por seus trabalhadores demitidos em Chicago se converteu em um símbolo nacional de que o resgate do setor financeiro por Washington não se traduziu em um apoio para as maiorias. Desde o presidente eleito Barack Obama e parlamentares federais e locais até o governador de Illinois já expressaram apoio às demandas dos operários.

Tudo começou quando os 260 operários da fábrica de janelas e portas Republic Windows and Doors foram informados por seus patrões, com apenas três dias de antecedência, do fechamento da indústria, previsto para o fim de semana passado. O fechamento ocorreu depois que o Bank of America suspendeu sua linha de crédito à indústria.

Na sexta-feira, dezenas de trabalhadores tomaram a fábrica e se negaram a deixá-la, pois denunciam que não foram notificados com os 60 dias de antecipação previstos em leu e não lhes pagaram o que deviam.

Em turnos, dezenas de trabalhadores, membros do sindicato nacional independente United Electrical, Radio and Machine Workers of America (UE), um dos mais progressistas e combativos do país, mantiveram guarda dentro da fábrica, enquanto recebiam visitas ilustres, desde o senador Dick Durbin, o segundo em importância na Câmara Alta do parlamento americano, até os representantes federais Luis Gutiérrez e Jan Schakowksy, e o reverendo Jesse Jackson.

A maioria dos trabalhadores são de origem mexicana, junto com um bom número de trabalhadores negros e alguns salvadorenhos e hondurenhos.

No domingo, Obama disse: "creio absolutamente que os trabalhadores, que pedem os benefícios e os salários pelos quais trabalharam, estão corretos, e entendo que o que lhes acontece é um reflexo do que ocorre em toda a economia".

Nesta terça-feira (9), o governador de Illinois, Rod Blagojevich, ordenou que as secretarias estaduais suspendam todos os negócios com o Bank of America até que este reverta sua decisão e abra uma linha de crédito para a empresa Republic. "
Que tome parte do dinheiro federal que recebeu e o invista, para dar crédito necessário para esta empresa, conservando assim os empregos dos trabalhadores", manifestou.

"O Bank of America recebeu recentemente uma injeção de US$ 25 bilhões de fundos públicos e agora é um exemplo de como, enquanto se resgatam os grandes bancos, os trabalhadores são demitidos sem receber seus salários", afirma o sindicato.

O senador Durbin declarou aos meios de comunicação:
"entregamos bilhões a bancos como o Bank of America, e a razão para isso era para que continuassem emprestando esses fundos a empresas como a Republica, para que não fossem perdidos postos de trabalho aqui nos Estados Unidos".

Enquanto os gerentes da empresa não aparecem, o Bank of America reiterou que não é responsável pelas práticas e decisões da Republica. Mas a ira dos trabalhadores se dirige tanto a seus patrões como também - e é aqui onde encontra eco nacional - contra um resgate financeira que só beneficia os executivos bancários e deixa em completo abandono milhões de trabalhadores, que padecem as conseqüências desta crise.

"Se não houver uma solução favorável, estamos dispostos a permanecer aqui pelo tempo que for necessário", comentou Leticia Márquez Prado, uma das trabalhadoras membro do sindicato em entrevista telefônica dada ao correspondente do
La Jornada
. Ela disse que as demandas mínimas eram o pagamento da demissão e das férias, entre outras remunerações que são devidas aos trabalhadores, mas que se desejava buscar uma forma de manter a fábrica em operações, cujo negócio foi impactado de forma severa pela crise econômica, particularmente no setor da construção

"O pior disso é que os trabalhadores estavam recebendo salários dignos, com benefícios de seguro de saúde e outros, e se perdem esses empregos só encontrarão, se encontrarem, empregos de salário mínimo e nenhum benefício", explicou Leticia.

Estava programada uma reunião entre representantes dos trabalhadores, da empresa e do banco para esta noite, a fim de tentar negociar uma solução.

Enquanto isso, o que seria uma notícia local, neste conjuntura se tornou um assunto nacional. Na noite de segunda-feira os telejornais das três principais cadeias de televisão colocaram reportagens sobre a ocupação em suas manchetes principais. Meios de comunicação nacionais eletrônicos e impressos caracterizaram esta ação como algo que se tornou "símbolo" do que estão padecendo os trabalhadores que perderam seus empregos durante esta crise ao longo do país (quase 2 milhões foram demitidos desde dezembro de 2007; mais de meio milhão somente em novembro).

Surpreendidos por todo alcance nacional, um dos trabalhadores, Melvin Maclin, também dirigente do sindicato, declarou à agência de notícias AP que "Nunca esperávamos isso. Ao contrário, achavamos que iriamos para a cadeia".

A ação gerou solidariedade entre vários sindicatos locais e nacionais, organizações civis e comunitárias, que prestaram apoio material e se somaram à campanha dos trabalhadores, que se revezam na ocupação 24 horas por dia.

A polícia não agiu e declarou que não tem nenhuma queixa de "atividade ilegal". "Não vamos nos mover", afirmou Melvin à CBS News. "Já é hora de nós, os pequenos, ficarmos de pé".

Silvia Mazon, outra trabalhadora, comentou no New York Times que "querem que os pobres continuem lá embaixo. Pois aqui estamos e não vamos a nenhum lugar até que nos dêm o que é justo e o que nos pertence". "Estamos fazendo história", disse, em outra entrevista.

Quase ninguém se lembra de quando foi a última vez que os trabalhadores tomaram uma fábrica nete país (talvez tenha ocorrido no fim dos anos 1980, quando mineiros de Virginia tomaram uma usina de processamento durante uma greve) e muitos dizem que o fato lembra cenas dos anos 1930, quando em Chicago e outras grandes cidades a militância sindical industrial sacudiu e transformou este país.

Talvez seja uma fagulha de algo novo (ou o ressucitar de algum mártir de Chicago).

Tradução: Site Vermelho

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A crise das montadoras americanas: salvar agora, mas por quanto tempo?

Companhias como a GM ou a Ford, que chegaram a uma situação de quase falência depois de muitos anos de má conduta, merecem mesmo ajuda do governo?

Por J.R. Guzzo ( Revista EXAME )

Eis aí um bom momento, certamente um dos melhores que já apareceram nestes últimos anos, para debater uma questão que nunca vai realmente embora: o Estado deve ou não botar a mão no bolso para salvar uma empresa privada, ou algumas, que está no centro da economia nacional? "Salvar" não é, talvez, a melhor expressão; mais correto seria dizer "tentar salvar", pois numa epopéia dessas, como de costume, sabe-se em primeiro lugar e com certeza quanto dinheiro o Erário gastará, mas só bem depois vai se verificar se isso de fato serviu para manter as empresas vivas ou se não adiantou nada. As empresas envolvidas são a General Motors e, logo depois dela (ou junto), a Ford e a Chrysler, peças fundamentais no funcionamento de toda a engrenagem industrial dos Estados Unidos. A GM, como se sabe, está em situação de pré-falência. Tem despesas de 11 bilhões de dólares por mês para funcionar no seu dia-a-dia, mas dispõe de menos de 16 bilhões em caixa; pode ficar sem dinheiro para pagar suas contas já neste próximo mês de janeiro. A Ford e a Chrysler se dizem em situação menos letal, mas não muito; e, em todo caso, se a GM rodar, elas rodam junto. Todas as três garantem que precisam do dinheiro do governo com o máximo de urgência.

A perspectiva de falência múltipla de órgãos na indústria automobilística americana é a mais potente das bombas de efeito retardado - e nem tão retardado assim - que a escassez de crédito causada pela crise nos mercados financeiros deixa para estourar no meio da chamada economia real. Para as montadoras, que até o final da semana passada continuavam lutando corpo a corpo em busca de apoio no Congresso americano, não haverá salvação sem dinheiro público; para o governo e os congressistas, a questão toda é um grande divisor. Os adeptos da ajuda argumentam com o efeito radioativo que uma falência da GM, ou, pior que isso, uma falência tripla, teria no conjunto da economia americana e mundial. Aos 100 anos de idade, 77 dos quais como a maior empresa automobilística do mundo em vendas, a GM emprega mais de 260 000 pessoas só nos Estados Unidos, tem fábricas em 35 países e produziu mais de 9 milhões de veículos em 2007. Junto com a Ford e a Chrysler, está no coração da indústria americana: se caírem, as três arrastarão consigo uma quantidade desconhecida de empresas, nos Estados Unidos e pelo mundo afora. Na soma total de suas atividades, a indústria automotiva americana responde por 3 milhões de empregos dentro dos Estados Unidos - e cortes maciços nesse mar de gente podem ter conseqüências sombrias no agravamento da recessão que já existe. "Deixar que o setor quebre é maravilhoso nos manuais de economia", diz o diretor de uma firma americana de investimentos, "mas pode ser um desastre no mundo real."
Os adversários do socorro às montadoras não discutem a dimensão dos números nem os riscos da viagem a território não mapeado que seria deixá-las quebrar. Mas acham que a indústria automobilística americana precisa de uma "recriação" - e não de um cheque.

Se houver uma ajuda do governo, argumentam os defensores dessa idéia, as três empresas e a cadeia de produção a seu redor jamais farão por si próprias as mudanças indispensáveis para a sua sobrevivência; dar dinheiro público a elas, na verdade, seria como garantir a sua morte. Não é nenhum segredo, de fato, que a situação ruinosa das montadoras foi construída muito antes de aparecer a crise financeira. A seca geral no crédito criou o quadro desesperado de hoje, claro, mas a calamidade já estava pronta. Há quatro anos, a GM não tem um tostão de lucro; suas ações, ao longo dos últimos 12 meses, perderam 90% do valor; a empresa paga cada vez mais salários em troca de cada vez menos trabalho, até porque grande parte da folha se destina a remunerar seus 480 000 aposentados. Somadas, as montadoras americanas ficam com menos de 50% das vendas de veículos no mercado interno. Seus carros consomem cada vez mais gasolina e ficam cada vez mais distantes dos competidores em termos de inovação - esforço que, segundo imaginam, é o governo que teria de custear. Seus executivos, há anos, concentram-se mais em atuar junto à bancada automobilística e aos lobbies de Washington do que no trabalho de construir carros. Um deles, o vice-presidente da GM, Bob Lutz, chegou a dizer que modelos flex "não fazem sentido econômico".

É do interesse público que a indústria automotiva americana continue a existir, sem dúvida. Mas com os hábitos, os modelos de gestão e os executivos que tem hoje parece difícil chegar lá.

domingo, 26 de outubro de 2008

"A CRISE "

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cchorro quente. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio, colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses, e o negócio prosperava .......SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DE TODA REGIÃO !
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RADIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS?
HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO. A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTA TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR.
DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU: BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS, VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO. COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO ( E, É CLARO, PIOR ) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATA ( QUE ERA, TAMBÉM, A PIOR ). PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA. ABATIDO PELA NOTICIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA.
TOMADAS ESSAS "PROVIDÊNCIAS", AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS E O NEGÓCIO DE CACHORRO QUENTE DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER O FILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU.
O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO:
- "VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE. "
E COMENTOU COM OS AMIGOS, ORGULHOSO:
- "BENDITA A HORA EM QUE EU FIZ MEU FILHO ESTUDAR ECONOMIA, ELE ME AVISOU DA CRISE ..."
APRENDEMOS UMA GRANDE LIÇÃO : VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTICIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAR A PROSPERIDADE DE NOSSAS VIDAS.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Crise e Oportunidade


A adversidade leva alguns a serem vencidos e outros a baterem recordes.

William Arthur Ward



Crise e Oportunidade

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de visão, não podia ler jornais. Em compensação, vendia bons cachorros-quentes.
Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali gritando quando alguém passava: "Olha o cachorro-quente especial!!!"
E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsicha, e acabou construindo uma mercearia. Então, ao telefonar para o filho que morava em outra cidade e contar as novidades, o filho disse:
- "Pai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria e a situação internacional é perigosíssima!"
Diante disso, o pai pensou:
- "Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais... portanto, deve saber o que está dizendo!"
Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para a noite e ele disse ao filho:
- "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!"
Autor desconhecido