"Penso que os limites da literatura realista são os da realidade, que não tem limites. Que à realidade pertencem a ação humana e também os sonhos humanos. Os pesadelos de Kafka, as trabalhadas ficções psicológicas de Proust ou Dostoiewski, a impecável objetividade de Hemingway, a mítica de Carpentier, as fantasmagorias alucinantes de um Cortázar... expressam zonas diferentes, níveis distintos de uma só realidade."
Mario Vargas Llosa, citado por Flávio Moreira da Costa in "Os Subúrbios da Criação", Livraria e Editora Polis Ltda. – São Paulo/SP – 1979, p.37
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