Chega e canta.
Canta e para.
Para e escuta:
com os ouvidos, com os olhos, com as penas.
O silêncio da manhã é um longo muro, ainda,
entre este mundo e o céu.
Escuta e canta.
Canta e para.
Para e parte.
Devia ser a primavera.
Mas não houve resposta.
Na solidão se perde o inquieto canto prematuro.
Perde-se no silêncio o antecipado pássaro.
Talvez triste.
Cecília Meireles in "Suplemento Literário", O Estado de São Paulo, pág.33, 7 de fevereiro de 1959
2 comentários:
Oi, amigo!
Muito obrigada pela poesia, sempre é bom meditar e tirar os proveitos para um dia alegre.
Aquele abraço.
Marli
Grande Cecília!
Regina
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