Todos os caminhos levam a todos os lugares.
É noite e eu canto
(em pleno dia eu canto).
Vejo a morte mas quero a vida.
Você está parado
e todos os caminhos levam a todos os lugares.
Tem medo da morte,
tem medo da vida.
E está parado no meio do mundo,
pensando um segundo.
Flávio Moreira da Costa in "O desastronauta", Editora Expressão e Cultura, 1971, pág.76
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