É por essas e por outras que eu sempre tive pra mim que a vida é um esboço. Não adianta querer fazer arte-final. Tem que deixar margem pra rabiscar, testar cores, texturas, não calcar demais o lápis, pra conseguir apagar e refazer se for preciso. Arte-final, como diz o nome, é pro final, o final inevitável. Aí você contempla a sua obra e vê se valeu a pena, se gosta do resultado, se os amigos gostam. Isso que importa. Mas enquanto está vivendo o negócio é rascunhar, já que nunca vai estar pronto. O Da Vinci fazia rascunho. Van Gogh também. Rembrandt. Esses sabiam das coisas, maquequeisso! E a turma aí querendo acertar de primeira.
Maria Cirenza, 91 anos...
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