Mal-aventurados os que avistaram
uma garota no metrô
e se apaixonaram de súbito
e a seguiram desvairados
e a perderam para sempre
no meio da multidão
Porque eles serão condenados
a vagar sem rumo pelas estações
e a chorar com as canções de amor
que os músicos ambulantes entoam nos túneis
e talvez o amor não seja mais do que isso:
uma mulher ou um homem que desce de um carro
em uma estação do metrô qualquer
e resplandece por alguns segundos
e se perde sem nome dentro da noite
Óscar Hahn, tradução de Carlitos Azevedo, in "Risco, Provas e Verso, O Globo", 30 de março de 2013
4 comentários:
E eu que só ando de metrô...Rssss!
Fatima Falcão
Abalando corações!!
Oi, menino!
Eta paixão desvairada, muito interessante.
Boa semana com calor e luz.
Marli
GRATO POR COMPARTILHAR...O LINDO POEMA !!!!!!!!!!!!!!!!
Lula
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