Mostrando postagens com marcador James Wood. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador James Wood. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de março de 2015

Realismo literário e a vida

O realismo, visto em termos amplos como veracidade em relação às coisas como são, não pode ser mera verossimilhança, não pode ser meramente parecido ao igual à vida; há de ser o que devo chamar de vida animada (lifeness): a vida na página, a vida que ganha uma nova vida graças à mais elevada capacidade artística.


James Wood in Como funciona a ficção, Cosac Naify, 2012, pág.198

segunda-feira, 23 de março de 2015

Idade

No Novo México, ele sempre acordava moço;só depois que se levantava e começava a barbear-se era que se dava conta de que estaca ficando velho. Sua primeira sensação consciente era a da leve seca brisa soprando pela janela, com fragrância de sol quente, artemísia e trevo branco; uma brisa que fazia o corpo sentir-se leve e o coração exclamar;"Ho-je, ho-je", como o de uma criança.

Willa Cather in A morte vem buscar o arcebispo, citado por James Wood in Como funciona a ficção, Cosac Naify, 2012, pág.197

sábado, 21 de março de 2015

A arte

A arte é a coisa mais próxima da vida; é um modo de aumentar a experiência e ampliar nosso contato com os semelhantes para além de nosso destino pessoal.

George Eliot in The Natural History of German Life, citado por James Wood in Como funciona a ficção, Cosac Naify, 2012, pág.194