Mostrando postagens com marcador Virginia Woolf. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Virginia Woolf. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

5 horas!!

Em primeiro lugar, há o tédio disso. O hábito nacional de leitura foi formado pelo teatro, e o teatro sempre reconheceu o fato de que os seres humanos não conseguem ficar mais do que cinco horas seguidas diante de um palco.

 Relendo romances - 1953

Virginia Woolf in A arte do Romance, L&PM, 2019, tradução de Denise Bottmann, pág.54 

domingo, 15 de novembro de 2020

Corpo e a mente de nossa época....

[...] Mas a antiga voracidade em saber o que pensavam os imortais cedeu lugar a uma curiosidade muito mais tolerante em saber o que nossa própria geração pensa. O que sentem os homens e mulheres existentes, como são as casas onde moram, que roupas usam, que posses têm e o que comem, o que amam e odeiam, o que veem no mundo ao redor, qual é o sonho que preenche os intervalos de suas vidas ativas? Eles nos contam tudo isso em seus livros. Neles enxergamos como que com nossos próprios olhos o corpo e a mente de nossa época.

Horas de numa biblioteca - 1916

Virginia Woolf in A arte do Romance, L&PM, 2019, tradução de Denise Bottmann, pág.12 

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Cada gosto...

[...] E logo desenvolvemos outro gosto, que os grandes não satisfazem - não um gosto valioso, talvez, mas sem dúvida muito agradável: o gosto por livros ruins.

Horas numa biblioteca, 1916

Virginia Woolf in A arte do Romance, L&PM, 2019, tradução de Denise Bottmann, pág.13