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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
domingo, 13 de novembro de 2022
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Embandeirada pro domingo....
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terça-feira, 17 de março de 2020
Aéreas raízes.... não desista!
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sexta-feira, 13 de março de 2020
Bela conservação....
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segunda-feira, 9 de março de 2020
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
Declaração pública....
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domingo, 19 de janeiro de 2020
Já achou a sua metade da laranja?
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quarta-feira, 3 de julho de 2019
Aqui tem uma história....
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segunda-feira, 10 de junho de 2019
sexta-feira, 17 de maio de 2019
domingo, 12 de maio de 2019
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Com cabelinho de lado....
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quinta-feira, 21 de março de 2019
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Um casal carioca
31 de dezembro, 10 horas da manhã. O calçadão de Copacabana está lotado de turistas e cariocas, últimas caminhadas para queimar as calorias que serão múltiplas vezes repostas na virada do ano. Um jovem casal destaca-se na multidão: mãos dadas, ela um palmo mais alta, ele a conduzindo como troféu.
Franzino, cabelos raspados incipiente bigode, grossa corrente prateada, regata branca com caveira negra, bermuda verde safari, discreto volume na cintura, havaianas nos pés. Olhar firme, decidido, perscrutando os arredores, atento aos que passam. Não está relaxado, encara nos olhos, intimida.
Vistosa, voluptuosa, volumosos cabelos encaracolados, colar de pedras coloridas debruçado sobre fartos seios, blusa curta branca, piercing no umbigo, mini saia amarela, coxas grossas, sandálias prateadas. Curiosa, repara nas roupas, bolsas, sandálias de quem passa. Desfila, sorri, sabe-se desejada.
14 anos, já graduado no tráfico. Coragem, iniciativa. Aos nove, "avião" levando encomendas. Depois, olheiro fogueteiro. Num ataque de outra facção, empurrou um invasor do alto da laje. Ganhou o fuzil dele e virou soldado aos doze anos. Numa batida, acertou um policial a duzentos metros. Sorte. Sorte.
17 anos, duas vezes viúva. Belíssima, sua desdita. Aos onze, já cobiçada pelos soldados. Aos doze, cedida pelo pai a um dos líderes do movimento. Aos treze, mãe, logo viúva. Quatorze, casada, quinze, viúva. Dizem que dá azar aos seus homens. Ela não liga, vive um dia de cada vez. Acha que tem sorte. E dá sorte.
Quer ser policial, militar. Gosta de ordem, comando. Amanhã não perderá a posse do Bolsonaro, seu presidente. Não teme balas, facas, só ser fichado. Quer ser paraquedista do exército, precisa ter ficha limpa. Quem sabe caveira do BOPE. Contradição? Não para ele. Tráfico é só meio de vida. E morte.
Está satisfeita. Podia ser muito pior. Todos a tratam bem, tem vida boa, mansa. O filho cresce seguro. Terceiro marido, gosta do ardor da juventude, o tesão diuturno. O resto ela ensina, os truques de cama. Eles sabem da vida curta, querem deixar um legado, nem que seja apenas na lembrança de uma mulher.
Tá limpo por enquanto. Seu codinome é "Juiz", mas na verdade é o carrasco, só executa a sentença, não julga ninguém. Prefere enforcamento, limpo e silencioso. Ou o micro-ondas, que não deixa vestígios. Pena dos condenados? Não. Só um trabalho. Não se come galinha, porco, boi? Alguém tem que matar.
Sabe o que ele faz, mas não o teme. O chefe fez-lhe um pedido: tome conta dela e do filho. Ele é carinhoso, carente, seu marido menino. Quer que ele não morra cedo, como os outros dois. Mas se acontecer, sabe que sua beleza assegurará outras camas, será sempre um troféu para guerreiros imberbes.
Param num quiosque da praia. Ele puxa a cadeira para ela. A moça pede uma caipirinha de saquê e morango, o marido uma cerveja e fritas. O garçom reconhece a minoridade do casal e ameaça pedir documentos, mas o olhar firme do juiz o dissuadia. É réveillon, é festa, quem quer saber da lei? Amanhã temos um novo presidente, uma nova ordem….
José FRID
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
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