"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
"É somente até certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perde o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades - depois disso fica-se um pouco um trapo."
"Respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que seja ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita".
"Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige."
6 de janeiro de 1948
Clarice Lispector. A carta em versão integral você encontra no livro "Correspondências", da editora Rocco.
(By Martha Medeiros)
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