Estava fazendo minha corrida matinal (11:30) de domingo (afinal era domingo!) pelas ciclovias da Riviera. Em cada extremidade das ciclovias, no encontro com as alamedas destinadas aos automóveis, existe um posto de vigilância, com um segurança uniformizado e equipado.
Como eu ia dizendo, estava correndo e, ao me aproximar de um dos postos de vigilância, vi um carro preto enorme, bonito, estacionar ao lado do posto. Dele desceu um homem grisalho, que acionou o alarme para fechar o veículo, e se dirigiu ao posto com um papel na mão. O vigilante, prestativo, desceu do posto para atender ao homem. Este se aproximou e disse:
- Ô moreno, falei com seu colega da portaria e ele pediu para você me mostrar onde é a rua "L" da quadra 21 ......
Eu fiquei chocado com a fala daquele homem. Ele poderia chamar o vigilante de qualquer coisa - senhor, você, rapaz, moço, vigilante, segurança, homem, ... -, deveria ter começado a frase com um "por favor", mas optou pela pior forma: a referência à cor do vigilante.
O vigilante atendeu educadamente ao homem, que entrou no seu carro e foi para seu destino. Nem poderia reagir de outra forma sem colocar seu emprego em risco. Será que o patrão entenderia se ele reclamasse com o homem por tê-lo chamado de moreno? E qual seria a reação do homem se o segurança lhe respondesse assim:
- Velho branco, siga em frente, dobre na segunda à direita ......
Tratamento na mesma moeda. Deu vontade de pegar o segurança e ir com ele na delegacia registrar queixa de racismo, eu como sua testemunha. Mas como ficaria o seu emprego?
Revoltado, prossegui na minha corrida até o próximo posto de vigilância. Neste o funcionário era branco. Como aquele homem se dirigiria ao vigilante?
- Ô branco, falei com seu colega da portaria ........
Certamente que não. Essa é a prova clara do seu racismo, que deve ser condenado pela sociedade.
José FRID
Um comentário:
Com certeza
A gente vê que é isso que acontece.
R.
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