no muro inaceitavelmente branco
picho as escaras da mente
palavras símbolos números
estou só, vazio, pleno
no toque na pedra mais pedra
mais impar mais fria
mais a adaga a dentro fere
vomito no branco pedras sanguíneas do castelo idealizado
escrevo, escrevo, desenho, rabisco, arranho
até o sangue mofar
as unhas marcam no inaceitável
o calendário dos tempos mortos entre muros
estou só, no vazio, pleno
José FRID
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