quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dos Muros de Gattaz



no muro inaceitavelmente branco
picho as escaras da mente
palavras símbolos números


estou só, vazio, pleno


no toque na pedra mais pedra
mais impar mais fria
mais a adaga a dentro fere


vomito no branco pedras sanguíneas do castelo idealizado
escrevo, escrevo, desenho, rabisco, arranho
até o sangue mofar


as unhas marcam no inaceitável
o calendário dos tempos mortos entre muros



estou só, no vazio, pleno


José FRID

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