O livro serve apenas para uma leve iniciação na obra do Picasso.
O ponto alto do livro é o longo artigo de Jean Hubert Martin, originariamente publicado na Folha de São Paulo, caderno Mais, 6 de outubro de 1996, com o título "Picasso: O Intercessor entre os Deuses e os Mortais", que discorre muito bem sobre a obra de Picasso e sua importância para as Artes.
O texto sobre a morte do Picasso é absolutamente desnecessário, não trás nenhum elemento para conhecer melhor o Pablo Picasso ou sua obra. Apenas uma morte de uma pessoa idosa doente.
Muitos quadros são citados mas poucos são mostrados. Dois em especial deviam constar do livro: "Les Demoiselles d'Avignon", citado inúmeras vezes pela sua importãncia no obra do Picasso e nas artes internacionais, e o quadro sobre "Guernica", muito citada e de importância fundamental, tanto como arte como expressão política.
A "Cronologia" é sintética mas eficiente, fornecendo uma boa panorâmica da vida do Picasso, seus eventos principais.
Os depoimentos sorbe Picasso são mera curiosidade, assim como as cartas que constam do livro e as "histórias insólitas".
O pensamento de Picasso vale apenas na área que ele dominava - artes plásticas:
"Todo mundo quer compreender a pintura. Por que, então, não tentam compreender o canto dos pássaros? Por que não se pode amar uma noite, uma flor, tudo o que circunda e envolve o homem, sem tentar compreendê-los? Por que só a pintura tem de ser compreendida?"
"A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica."
"Quantas vezes, no instante de utilizar um azul, constatei que ia falhar! Então, pegava o vermelho e o colocava no lugar do azul. Vaidade das coisas do espírito..."
"No fundo, sou um imenso curioso. A minha curiosidade é maior que a de qualquer um. Sou curioso acerca de cada aspecto, momento ou fenômeno da vida. Sou curioso acerca de cada sonho. A minha curiosidade ultrapassa todas as fronteiras da própria curiosidade."
José FRID

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