Poema que é bom
acaba zero a zero.
Acaba com.
Não como eu quero.
Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
veneno de letra,
bolero. Ou menos.
Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
e sozinho.
Paulo Leminski in "Distraídos venceremos"
3 comentários:
Gostei!
Ótima semana parati!
Fátima
LINDO POEMA !!!! BOM GOSTO !!!
Lula
É bem isso
Regina
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