Não me arrependo de nada. Só matei os guardas que o acaso dispôs no meu caminho. A pressa me impediu de suborná-los. Eu vivi urgentemente. O que me desgosta é ser obrigado a admitir que fui um criminoso malsucedido, desses que servem para manter no programa a abstração do crime e do castigo.
Mafra Carbonieri in "Tônio Olivares", Contos da Repressão - Editora Record, 1987
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