terça-feira, 20 de novembro de 2012

Meio-dia



a Terra respira
formigas transitam por suas nervuras
arabescos de pássaros
pontuam o pausado discurso das nuvens
só existe o espaço
a paisagem lacustre
que agora cobre uma cidade submersa
e sem saber por que vim parar aqui
o que me trouxe a essa fronteira de lugares e sensações
entro n'água
a claridade me leva à deriva
flutuo no amplo
embebido no dia mais que morno
sei-me hóspede de quem tenho sido
(a superfície do lago
se desmancha no movimento dos círculos concêntricos)



Claudio Willer




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5 comentários:

Anônimo disse...

Olá Frid, meu Amigo !

Hoje está inspirado .

Abraços, Galvão.

Metamorfose Ambulante disse...

Culpa do feriadão!

Anônimo disse...

Como pode tanta inspiração!

Regina

Metamorfose Ambulante disse...

O homem é fera!

Anônimo disse...

Muito bom!

Margarida