Uma festa de aniversário. Família, amigos, comes e bebes, o aniversariante e o bolo. Sobre a mesa. E velas sobre ele. O que comemoram? Pela quantidade de velas, a idade dele, ou seja, quantos anos aquela criatura já viveu, envelheceu. E lá isso é coisa para se comemorar? O carro envelhece, a geladeira, a televisão, e nada de festa. Ou celebram quantos anos o cidadão conseguiu sobreviver neste mundo insano? A vida é uma batalha de sobreviventes? Lutam contra quem? A dama de negro, aquela senhora paciente (ou não) sempre vence...
A data de hoje é o dia, tempos atrás, em que a criatura nasceu. Que veio à luz. Que ganhou a vida, essa experiência única de cada um. Uma vida só dela, para ela. Ricas experiências, alguns percalços. E todo ano, naquele exato dia, é hora de comemorar, celebrar a vida, a peça única, feita por encomenda, indivisível.
No primeiro dia também teve festa, mas ela não deve se lembrar, preocupada em adaptar-se ao novo mundo, tão diferente da nave-mãe de nove meses. Alguns dos familiares de hoje também estavam presentes naquela data, os amigos não, mas talvez já vinham de outras vidas... outros já se foram, deixando saudades...
Os que estão ali, em volta do bolo, ou que alcançam o cidadão festejado por telefone, emails, face, zapzap – não mais por cartas ou cartões de aniversários, ou na lembrança daqueles que já partiram, cada um deles representa um pouco da vida que se celebra naquele dia, alegrias, tristezas, amores, amizades, realizações, decepções (7 x 1!), boas surpresas.
Vida única, uma única vela. Bela, forte, potente como a vida que se celebra. Deixemos os números para os matemáticos, engenheiros, médicos e economistas (ô raça!) Parabéns!!! Salute!!!
José FRID
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