sábado, 27 de junho de 2015

O poeta


Talvez a sina do poeta seja agir realmente à revelia do destino e, toda vez que se envolve com o fado, ele se torna ambíguo, impreciso, insustentável. Tal como o herói que só se torna verdadeiro em conformidade com seu destino, o poeta se torna um mentiroso na mesma situação; o primeiro se mantém na tradição; o segundo na indiscrição.

Rainer Maria Rilke in Cartas do poeta sobre a vida, seleção de Ulrich Baer, Martins, 2007, pág. 91/92.

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