Ah, este anseio de poder começar, e sempre todos estes caminhos obstruídos. O que será do meu trabalho? Toda manhã me levanto para essa espera inútil e angustiante e vou dormir decepcionado, transtornado e vencido por minha incapacidade. Ah, se eu tivesse uma atividade manual, algo cotidiano, algo próximo... e não essa espera por coisas longínquas. Isso é arrogância? Ah, a quem titubeia a vontade, a ele titubeia o mundo.
Rainer Maria Rilke in Cartas do poeta sobre a vida, seleção de Ulrich Baer, Martins, 2007, pág. 99
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