Considero isto a maior tarefa numa relação entre duas pessoas: que uma vigie a solidão da outra. Pois, se a essência tanto da indiferença quanto da multidão consiste em não reconhecer solidão alguma, o amor e a amizade existem para propiciar continuamente oportunidades para solidão. E são verdadeiras apenas as comunhões que ritmicamente interrompem estados profundos de solidão...
Rainer Maria Rilke in Cartas do poeta sobre a vida, seleção de Ulrich Baer, Martins, 2007, pág. 141
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