Outro ponto:
- Tenho saudades (digo-lhe muitas vezes).
- Para que ter saudades, diz ele, se vamos nos encontrar de novo?
Essa lógica eu não entendo. Se vou mais adiante, ele se recolhe, sai pela tangente.
Outras conversas:
- Para que você precisa de outra mulher, se já tem a sua?
Espero uma resposta, aquela que eu desejo - quero você, necessito, amo, tenho saudades, etc.... algo que me inclua aí nessa vida tão agitada, comprometida já antes de eu chegar tão perto.
De novo ele recua estrategicamente, oferece-me uma resposta de manual, utilidade doméstica:
- O casamento é rotina, gosto de conversar contigo outras coisas que o dia-a-dia impede...
E, logo depois, defendendo-se:
- Você parece analista, fica perguntando coisas impossíveis de serem respondidas, pressionando, investigando....
(Investigação? Nunca! Apenas curiosidade.)
Samira Chalhub in Doc.Lingerie - contos de coisas, Maltese, pág.116/117.
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