terça-feira, 4 de outubro de 2022

Chame o exterminador......


30 de agosto de 2022, Casa Coatlicue, San Miguel de Allende

Estou vivendo desde que o ano começou em um grande caos mental, selvagem como uma cama desfeita. Não sei se sou eu refletido ao meu redor, ou se é o meu entorno que me deixa caótica. Parte desse caos são os livros e papéis que se inclinam ameaçadoramente em todos os lugares que olho, exigindo que eu reserve tempo para eles. Eles são piores do que o trabalho doméstico. São trabalhos de casa. Pelo menos posso evitar o trabalho doméstico; Posso contratar alguém para ajudar. Mas não há ninguém que possa me ajudar a desfazer as malas no meu cérebro.

Chamo essa gestão do eu de poesia. Se eu negligenciá-lo por muito tempo, eu começo a sentir como se os bichos vão se mudar. Chame o exterminador!

Oh — eu sou o exterminador. Essa ratoeira chama-se minha caneta.


Sandra Cisneros

I am living since the year began in a great mental chaos, feral as an unmade bed. I don't know if it's me reflected in my surroundings, or if it's my surroundings that make me chaotic. Some of this chaos are the books and papers leaning ominously everywhere I look, demanding I make time for them. They are worse than housework. They are homework. At least I can dodge housework; I can hire someone to help. But there is no one who can help me unpack the suitcases in my brain.

 

I call this management of the self, poetry. If I neglect it too long, I start to feel as if critters will move in. Call the exterminator!

 

Oh — I am the exterminator. That mouse trap is called my pen.

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