sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ao jovem poeta




Na confusão da primeira luz e da última treva sempre a voz nova dos novos poetas. Têm o orvalho sombrio da primeira hora, a ansiedade e a pureza do desamparado nascimento.


Seguirá rindo, ouvindo, cantando? Conquistará e ganhará a luz de cada dia? Roubará o fogo? Se decidirá entre noite madura e alvorada agônica?


Cada jovem poeta merece ser ouvido entre as folhas do Bosque.


A Miguel Budnik Sinay, a seu jovem cantar desejo toda a paciência da luz que conduz à soberania do racimo. (1961)



Pablo Neruda in "Prólogos", Bertrand Brasil, tradução de Thiago de Mello, 2002

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